Programa Bicho Rio oferece esterilização gratuita

20 dez

O número de cães abandonados nas ruas do Rio de Janeiro tem aumentado e os abrigos de cães estão superlotados. Para diminuir esses índices, a Secretaria Especial de Promoção e Defesa dos Animais (SEPDA) oferece esterilização gratuita de cães e gatos, por meio do programa Bicho Rio.

Segundo Luciana Gameiro, coordenadora do programa, são realizados por dia 20 procedimentos cirúrgicos em cada centro. Porém, no Centro de Proteção Animal, que fica na Fazenda Modelo, em Guaratiba (RJ), e em Bonsucesso, são realizadas 40 esterilizações diárias. São, no total, cerca de 900 cirurgias por semana.

Os bichos precisam ter entre seis meses e seis anos, não estar no cio ou amamentando. Na Fazenda Modelo, animais acima de seis anos poderão ser esterilizados, se previamente examinados e autorizados pelos médicos veterinários.

AGENDAMENTO

O agendamento é feito somente no local, todas as sextas-feiras. A partir de 8h são distribuídas senhas limitadas aos interessados para que sejam agendados para a semana seguinte. É necessário levar identidade, CPF e comprovante de residência (o animal não precisa ser levado neste dia). Lembrando que só agendamos um animal por semana de cada pessoa.

Endereços

Centros de esterilização gratuita Bicho Rio

 

Bonsucesso – Avenida Brasil, esquina com a Rua Teixeira Ribeiro (passarela 9, próximo ao Restaurante Popular).

 

Campo de Santana – Praça da República, Campo de Santana, s/nº.

 

Coelho Neto – Praça Virgínia Cidade (próximo à estação Coelho Neto do Metrô)

 

Jacarepaguá – Praça Seca (em frente ao banco HSBC).

 

Largo do Machado – Praça Central (em frente à cabine da Polícia Militar, próximo à Estação Metrô).

 

Realengo – Praça Padre Miguel (Paralela à Avenida Santa Cruz, em frente à igreja Nossa Senhora da Conceição).

 

Centro Clínico e Cirúrgico no Centro de Proteção Animal

 

Fazenda Modelo – Estrada Mato Alto, 5620 (ao lado do posto de saúde Maia Bittencourt); Guaratiba.

Tel.: (21) 3402-0388

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Controle populacional na TV

19 dez

 

O presidente da ONG Arca Brasil, Marco Ciampi, concedeu uma ótima entrevista sobre as relações entre o homem e o animal e abordou a questão do controle populacional.

A importância de castrar os animais – para a sociedade

16 dez

Segundo a Sociedade Mundial de Proteção Animal, ou WSPA na sigla em inglês, uma única cadela com uma vida reprodutiva de seis anos, pode gerar uma centena de descendentes, enquanto uma gata em apenas dois anos pode deixar 200 descendentes. O número espanta. Não é a toa que se estima que só na cidade de São Paulo haja mais de 2,9 milhões de cães e gatos. Cerca de 16,5% desses animais estão castrados.

A eutanásia, morte induzida, surgiu para combater o crescimento dos animais, porém não é a solução ideal. Além de ser cara, o procedimento não consegue diminuir o problema da superpopulação. Umas das soluções é a castração em mutirões.

Segundo a veterinária do Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo, Leda Maria Ponti Schoendorfer, a castração é importante no combate à superpopulação de cães e gatos. Ela evita o nascimento de ninhadas em exagero e consequentemente o  abandono desses animais que, sem controle, continuarão a procriar em qualquer lugar, aumentando assim a população de errantes.

“Todos os animais internados no CCZ são microchipados, quando adotados são identificados também pelo Registro Geral de Animais (RGA).”, diz a veterinária. Isso também auxilia no combate à superpopulação.

Além disso, a esterilização tem um papel muito importante para a saúde pública. Ela diminui o número de doenças (zoonoses) que os cães abrigam e transmitem.

A importância de castrar os animais – para os donos

9 dez

Muitos proprietários ainda não sabem da importância e responsabilidade de castrar seu animal. Além das vantagens para o animal, o dono também pode tomar este cuidado em busca de alguns benefícios para sua vida e convívio com o animal.

Segundo a médica veterinária do Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo, Leda Maria Ponti Schoendorfer. “A castração evita uma série de contratempos para o dono como forte cheiro na urina – o animal não costuma marcar território urinando em todas as áreas da casa – além de evitar o aparecimento de problemas de próstata nos machos e tumores de mama nas fêmeas. A esterilização ajuda os animais a terem uma vida mais longa.”.

A castração é eficaz para determinados problemas de comportamento, os cães castrados tornam-se mais meigos, mas não perdem nem a sua vivacidade nem sua inteligência.

E há hoje duas formas de castração: a tradicional cirurgia e a castração química.

A desvantagem encontrada na castração cirúrgica é o pós-operatório, porém se realizada por bons médicos o problema é reduzido. O custo também é fator determinante para algumas pessoas não castrarem seus animais. Esses dois problemas foram solucionados com a castração química, que tem o custo cerca de 70 % mais barato e não tem problemas com o pós-operatório. Então os donos não têm mais desculpas para deixar de castrar seus bichinhos.

Animais criados na rua oferecem riscos à população

3 dez

È frequente ver animais abandonados serem alimentados e criados em vias públicas. A comida e o carinho atraem outros bichos e favorecem uma reprodução descontrolada. Cada vez mais a população de animais na rua aumenta, enquanto cada vez menos há quem queira assumir a responsabilidade da adoção. Nas ruas, sem os cuidados adequados, estes animais ficam expostos a doenças e a maus tratos, deixando muitos bichos agressivos.

Apesar dos riscos, muitas pessoas continuam com esse tipo irregular de criação de animais. Na Universidade Federal do Pará (UFPA) há inúmeros cães abandonados. Alguns vigilantes e uma associação de taxistas cuidam de pelo menos oito cachorros. Todos os dias são tratados com ração, água e muito carinho. O problema de animais abandonados é mais comum em bairros periféricos. Muitas vezes pessoas de baixa renda criam animais como companheiros, mas acabam abandonando nas ruas quando os gastos crescem.

A veterinária Regina Terezino, diretora do Centro de Controle de Zoonoses de Belém (CCZ), não tem dados sobre a população de animais de rua da capital. Ela reconhece que o município ainda tem muito a fazer para que a situação fique aceitável. Um dos maiores problemas são as pessoas que alimentam e cuidam desses bichos nas vias públicas.

Castração e conscientização devem predominar no futuro

30 nov

O Blog Controle Populacional de Cães e Gatos entrevistou a Dr. Rita de Cassia Garcia, coordenadora do ITEC – Instituto Técnico de Educação e Controle Animal para saber um pouco mais sobre os métodos mais eficazes de controle populacional.

Segundo a médica veterinária, campanhas de castração e conscientização se mostram hoje efetivas e devem predominar daqui a alguns anos. Além disso, práticas como o microchip (usado para localizar o animal em caso de perda, roubo ou mesmo abandono) também são muito importantes.

“Países que implantaram o registro e identificação permanente por meio da chipagem diminuíram as taxas de eutanásia e aumentaram a devolução de animais perdidos, também é uma maneira de responsabilizar o guardião pelo seu animal” diz Rita.

Sobre os cuidados com a castração, a coordenadora diz que, se realizada por um bom profissional – independente da técnica- será um excelente trabalho. Como toda cirurgia, porém, o pós-operatório é muito complicado e os cuidados devem ser redobrados. Ela completa falando da nova opção de castração. “Gosto muito da química porque ela é rápida, invasiva, prática e de baixo custo”, diz.

CCZ de Ibaté (SP) ultrapassa seis mil atendimentos

29 nov

O Centro de Controle de Zoonoses João Trevisan, da Prefeitura de Ibaté (SP), está para completar três anos de funcionamento e comunica ter ultrapassado os seis mil atendimentos de cães e gatos, incluindo ai tratamento de doenças e esterilizações. A iniciativa e uma tentativa de levar a sério o problema do controle populacional da cidade.

A médica veterinária Cláudia Roberta Boschilia, responsável pelo hospital veterinário, fala da castração e seus benefícios. “Para evitar a falta de responsabilidade de alguns donos, fazemos a castração. O animal também recebe um chip com os dados do proprietário. Diferente do que muitos pensam a esterilização não é uma mutilação, já que o procedimento evita uma série de doenças, reduz o número de animais nascidos e o abandono, além de auxiliar na melhora do comportamento, evitando que os animais fujam na rua e se acidentam”, explica.

Nos quase três anos de funcionamento, todos os atendimentos visavam o controle populacional dos animais. Segundo a veterinária “esta é uma questão de saúde pública e de doenças”, explica.

Custo de produtos hospitalares é entrave das cirurgias

17 nov

A cidade de Guarapari (ES) espera fazer duas mil cirurgias de castração em 2011. E para isso enfrenta o problema de falta de dinheiro para os procedimentos. “Estamos apresentando projetos para empresas, na intenção de conseguir parcerias para pagar os medicamentos e produtos hospitalares necessários, que são o grande gargalo deste processo” disse o coordenador do Programa de Controle Populacional de Fauna Urbana do CCZ, Arivald Santos Ribeiro.

Os mutirões já castraram mais de 200 animais. Para 2011 estão previstos 12 mutirões, com parcerias com faculdades da região. Mas os animais de rua não são o único problema do município. O CCZ não tem estrutura adequada para atender a demanda. O órgão abriga cerca de vinte animais, que é o limite da instituição.

Cão de ‘vários donos’ também precisa ser castrado

16 nov

O cão ou gato comunitário – aquele bichinho charmoso que vive na casa de vários donos e nunca tem hora pra chegar – tem sido um problema para alguns municípios, pois na hora da castração ou de cuidar de doenças ninguém se responsabiliza por esses animais. O mesmo vale para os chamados semidomiciliados, que possuem um dono, mas tem acesso à rua sempre.

Na cidade de Guarapari, Espírito Santo, por exemplo, onde o problema da superpopulação de cães e gatos é preocupante, a prefeitura começou um trabalho de controle populacional, junto ao CCZ.

Os domicílios da região foram visitados para realizar um censo animal. Os resultados mostram que de cada duas famílias, uma tem cão e que de cada sete famílias, uma tem gato. O número de cachorros chega a 565. Deste total, 181 são considerados semidomiciliados. Já a quantidade de gatos semirestritos chega a 140. Esses foram o foco de atuação dos primeiros mutirões.

“O trabalho de controle não consiste em apenas recolher os animais de rua. É preciso fazer um trabalho de conscientização com os proprietários de animais”, disse o coordenador do Programa de Controle Populacional de Fauna Urbana do CCZ, Arivald Santos Ribeiro.

Segundo ele, se um animal tem vários donos, também espera cuidados de todos eles, pois são animais que não são recolhidos das ruas e a iniciativa dos donos é essencial.

Castração cirúrgica terá de garantir pós-operatório e microchip

10 nov

A partir de agora os mutirões de castração cirúrgica no Rio Grande do Sul poderão usar uma clínica móvel. Ela deverá ter uma série de equipamentos e ambientes que deverão garantir segurança às fases pré-operatória, transoperatória e pós-operatória. Além disso, cada animal deverá receber um microchip para identificação eletrônica. As novas regras visam normatizar os procedimentos de esterilização que integram políticas de saúde pública e bem-estar aos animais e pessoas.

As novas regras também determinam que campanhas de castração de cães e gatos precisam ser aprovadas pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária do estado (CRMV-RS). Passa a ser obrigatória também a anotação de responsabilidade técnica do médico veterinário, que deverá manter por cinco anos os dados sobre os beneficiários e a identificação dos animais.

A exigência sobre equipamentos e ambientes para as fases pré-operatória, transoperatória e pós-operatória das cirurgias se aplica, também, às estruturas fixas de clínicas de castração cirúrgica.  A nova regulamentação é muito importante do ponto de vista do bem estar animal e da saúde pública , porém com essas regras o valor das castrações tende a aumentar ou serem realizadas em menor número.