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Conselho de Medicina Veterinária normatiza campanhas de castração

22 fev

O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) emitiu uma nova Resolução que normatiza os procedimentos de contracepção de cães e gatos em programas de educação e saúde, guarda responsável e esterilização cirúrgica com a finalidade de controle populacional. A Resolução CFMV no. 962 de 27 de agosto de 2010 foi publicada em setembro, no Diário Oficial da União.

A Resolução objetiva “normatizar os procedimentos de contracepção, considerando que os programas com finalidade de controle populacional devem fazer parte de uma política de saúde pública e bem-estar dos animais e das pessoas”, explicou o Presidente do CFMV, Benedito Fortes de Arruda. Ele lembra que a saúde animal é um dos pilares que reflete diretamente na saúde ambiental, saúde pública e no próprio Sistema Único de Saúde. De acordo com a Resolução, “Os programas deverão ter por base a educação em saúde e guarda responsável, e não apenas o fluxo das esterilizações”.

Além disso, com a normatização espera-se que sejá possível o mapeamento, gerenciamento de dados populacionais e de saúde sobre a população canina e felina no âmbito municipal, estadual e federal, já que é obrigatório que os programas tenham um Médico Veterinário como Responsável Técnico, com devida Anotação de Responsabilidade Técnica homologada nos Conselhos Regionais de Medicina Veterinária. O profissional deverá encaminhar um relatório com informações mínimas sobre cada programa realizado aos Conselhos Regionais.

A Resolução também diz que “a perfeita realização de procedimentos pré, trans e pós-operatórios devem ser prioridade dos programas, nunca colocando em risco a vida e o bem-estar animal e tendo importância secundária o número de intervenções por fase do procedimento”. Em seu texto, também estão descritas as recomendações para as instalações e os ítens mínimos que devem estar contemplados em cada projeto.

O objetivo desta Resolução do CFMV é abranger exclusivamente os procedimentos de esterilização de cães e gatos com a finalidade de educação em saúde, guarda responsável e controle populacional, como demanda de programas oficiais envolvendo instituições públicas. Entende-se por estes programas, o método de trabalho caracterizado pela mobilização coletiva e programada, que envolve a realização de procedimentos de esterilização em cães e gatos (machos ou fêmeas), em local e espaço de tempo pré-determinados, sempre precedidos ou associados a ações concomitantes de educação em saúde e guarda responsável.

O site Controle Populacional aplaude e apoia a iniciativa do CFMV. Campanhas de castração cirúrgica são salutares, porém, o bem estar dos animais é fundamental. Sabemos que muitas campanhas de castração em massa não seguem padrões mínimos de segurança e higiene e por isso a regulamentação chegou em boa hora.

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De bichinho elegante a animal de rua

10 jan

Dar de presente um bonito girassol, chocolates ou um cãozinho caro virou moda. Mas às vezes o presente não cabe no nosso cotidiano. Ai os girassóis morrem e o chocolate alguém come; mas os cãezinhos… Costumam ser abandonados.

A médica veterinária Adriana Maria Lopes, alerta para o perigo do consumo de animais por impulso, e a consequente superpopulação de animais de rua que isso vem criando.

“Os órgãos públicos devem desenvolver ações com vistas ao controle do comércio de animais, associados aos programas educativos, de forma a coibir a aquisição de animais por impulso. Pesquisas ainda em andamento apontam que, uma grande contribuição para populações de animais sem controle, são as crias indesejadas abandonadas.”

A Lei Municipal nº. 13.131, de 18 de maio de 2001, disciplina a criação, propriedade, posse, guarda, uso e transporte de cães e gatos no Município de São Paulo. O Programa Saúde do Animal, instituído por esta lei, tem como objetivo diminuir o número de cães e gatos abandonados e submetidos à eutanásia na cidade.

Isso sem falar da diminuição de ocorrências como ataques de cães e do risco de transmissão de zoonoses. A regulamentação conta com cinco pilares: educação em posse responsável; esterilização em massa de cães e gatos; registro de animais; adoção responsável e incentivo à criação de leis que deem suporte a essas ações. As informações são parte de artigo ‘Controle Populacional de Cães e Gatos – Aspectos Técnicos e Operacionais’ de Adriana Maria Lopes.

O artigo enfatiza que cabe ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) a execução de um programa permanente de controle reprodutivo de cães e gatos em parceria com universidades, estabelecimentos veterinários, organizações não governamentais e a iniciativa privada.

Novidade no controle populacional

27 dez

A ONG Arca Brasil realizou nos últimos meses um ciclo de palestras sobre a esterilização química, uma técnica inovadora que surgiu recentemente no Brasil. Os encontros foram realizados em universidades como UNIP, Unimonte e UFRJ.

Confira as principais conclusões: http://www.arcabrasil.org.br/noticias/1012_castracao_quimica.html

Posse responsável para evitar o sacrifício de animais

23 dez

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Presidente Prudente (SP) projeta e executa ações para otimizar sua atuação. O intuito é ampliar a ação do órgão de saúde pública, cuja finalidade é controlar e prevenir zoonoses. Uma das metas é extinguir a eutanásia: que chamamos de morte assistida ou popularmente de sacrificar o animal.

A estratégia da prefeitura de Presidente Prudente inicia-se com a conscientização da população, para que todos tenham a tutela responsável do animal. O resultado esperado será a redução da quantidade de animais doentes e abandonados e, por consequência, a extinção da possibilidade de eutanásia.

O CCZ estima existirem 40 mil cães e gatos no município. Significa um animalzinho para cada cinco dos 207 mil habitantes.

Controle populacional na TV Record

23 dez

A TV Record fez uma reportagem sobre as novidades na área de saúde para cães e gatos. Entre elas, a esterilização química, método mais barato do que a cirurgia e que está ganhando força no Brasil.

Eliminar animais, além de cruel, não funciona

22 dez

“A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que o recolhimento e eliminação (morte) de cães e gatos pelo poder público não são eficazes para o controle da população. Deve-se atuar na causa do problema: a procriação animal sem controle e a falta de responsabilidade do ser humano quanto à sua posse, propriedade ou guarda.

O controle das populações de animais e o controle de zoonoses devem ser contemplados em programas ou políticas públicas nos diferentes municípios. A implantação de um programa de controle animal, além da alocação de recursos financeiros, técnicos e humanos, exige planejamento que englobe diagnóstico, ações preventivas, controle, monitoramento, avaliação e dedicação permanente”. O texto é do artigo ‘Controle Populacional de Cães e Gatos – Aspectos Técnicos e Operacionais’ da médica veterinária Adriana Maria Lopes.

O artigo segue, dizendo que há extrema importância que se conheça a dinâmica populacional da área em que se pretende interferir, com a realização de censos ou estimativas populacionais. Outra estratégia importante para subsidiar o planejamento das políticas de saúde pública é a implantação de um programa de registro e identificação de animais que formam um sistema de informação com dados que relacionam os proprietários aos seus animais.

Prefeitura de Ilhabela ultrapassa mil castrações

22 dez

A Prefeitura de Ilhabela (SP) encerrou as atividades do Programa Municipal de Respeito Animal este ano com 1.147 cães e gatos castrados e 454 microchipados. A meta mínima para o próximo ano é castrar 1,5 mil animais. Todos os procedimentos são realizados no Centro de Controle Populacional, situado na Barra Velha. A medida visa controlar a população animal na cidade, solucionando um problema antigo e muito reivindicado pela população.

Segundo o Instituto Pasteur de São Paulo, atualmente Ilhabela tem 9.069 animais. Desse número, 7.397 são cães e 1672 gatos. As cirurgias e as microchipagens são realizadas com recursos da Taxa de Preservação Ambiental, Secretaria da Saúde e Secretaria de Turismo. O total investido de janeiro até agora foi de R$ 68,3 mil.

Em 2011, a proposta é castrar e identificar 100% de cães e gatos nas comunidades tradicionais caiçaras, o que equivale a cerca de 200 cirurgias e microchipar pelo menos 80% dos animais durante a campanha de vacinação antirrábica. O investimento previsto é de R$ 140.800 com castração e R$ 51.770 com os microchips. Só em 2010 foram registradas 117 adoções nas feiras Adote um Amigo, realizada pela Secretaria da Saúde. Essa também é uma maneira de encontrar novos lares para os animais e conscientizar as pessoas para que não abandonem os filhotes nas ruas

Fonte: O Noticiado

Captura de animais soltos em rodovias aumenta 36%

22 dez

As campanhas realizadas pela concessionária de rodovias Viapar, a ampla divulgação na imprensa e a interferência do Ministério Público Federal (MPF) não foram suficientes para reduzir a presença de animais soltos nas pistas de rodovias de grande movimento de veículos, como a BR-376 e a PR-317, ambas na região de Maringá (PR).

Antes de fechar o ano de 2010, a Viapar constatou que aumentou em 36% a captura de animais nas suas rodovias em relação ao ano passado. De acordo com levantamento realizado pela concessionária, até semana passada, foram apreendidos 152 animais que pastavam soltos ou simplesmente “passeavam” pela pista.

Castração química

21 dez

O médico veterinário Ricardo Lucas, da Rhobifarma, explica o que é e as vantagens da castração química em cães machos.

A nova classe média prefere os felinos

21 dez

A falta de tempo e de espaço nas grandes cidades estimula a população de gatos. Eles apresentam taxa de crescimento superior à de cães, que são hoje o animal doméstico preferido dos brasileiros. O número de gatos aumentou 13,3% no País em 2009 em relação a 2008, segundo dados da Anfalpet (Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos para Animais de Estimação). Já a população de cães cresceu 6,4% no mesmo período.

Além do estilo de vida urbano, o crescimento da população de gatos também tem uma explicação econômica: o aumento da renda, marcado pelo fortalecimento da classe C. Pesquisa da Comissão de Animais de Companhia do Sindan (Sindicato da Indústria de Produtos para Saúde Animal) aponta que 50% dos gatos vivem na classe C.

“Os gatos precisam de menos tempo e dedicação. Como em uma família de classe C todos trabalham, moram longe e passam pouco tempo em casa, os gatos se encaixam mais”, afirma o presidente da comissão, Luiz Luccas. Além disso, segundo ele, há uma percepção de que o custo de criar um gato é menor do que o de cachorro. “Gato não precisa tomar banho toda semana”, diz.

Os cães ainda são maioria no País, 33 milhões ante 17 milhões de gatos. Mas, como a expansão da população de gatos ocorre há pelo menos três anos e deve continuar, a diferença deve diminuir.

Apesar de salutar o crescimento do interesse pelos gatos, os proprietários não podem esquecer de castrar seus animais. Caso contrário, os tradicionais “sumiços noturnos” dos felinos podem se transformar em mais ninhadas abandonadas.