Arquivo | novembro, 2010

Castração e conscientização devem predominar no futuro

30 nov

O Blog Controle Populacional de Cães e Gatos entrevistou a Dr. Rita de Cassia Garcia, coordenadora do ITEC – Instituto Técnico de Educação e Controle Animal para saber um pouco mais sobre os métodos mais eficazes de controle populacional.

Segundo a médica veterinária, campanhas de castração e conscientização se mostram hoje efetivas e devem predominar daqui a alguns anos. Além disso, práticas como o microchip (usado para localizar o animal em caso de perda, roubo ou mesmo abandono) também são muito importantes.

“Países que implantaram o registro e identificação permanente por meio da chipagem diminuíram as taxas de eutanásia e aumentaram a devolução de animais perdidos, também é uma maneira de responsabilizar o guardião pelo seu animal” diz Rita.

Sobre os cuidados com a castração, a coordenadora diz que, se realizada por um bom profissional – independente da técnica- será um excelente trabalho. Como toda cirurgia, porém, o pós-operatório é muito complicado e os cuidados devem ser redobrados. Ela completa falando da nova opção de castração. “Gosto muito da química porque ela é rápida, invasiva, prática e de baixo custo”, diz.

CCZ de Ibaté (SP) ultrapassa seis mil atendimentos

29 nov

O Centro de Controle de Zoonoses João Trevisan, da Prefeitura de Ibaté (SP), está para completar três anos de funcionamento e comunica ter ultrapassado os seis mil atendimentos de cães e gatos, incluindo ai tratamento de doenças e esterilizações. A iniciativa e uma tentativa de levar a sério o problema do controle populacional da cidade.

A médica veterinária Cláudia Roberta Boschilia, responsável pelo hospital veterinário, fala da castração e seus benefícios. “Para evitar a falta de responsabilidade de alguns donos, fazemos a castração. O animal também recebe um chip com os dados do proprietário. Diferente do que muitos pensam a esterilização não é uma mutilação, já que o procedimento evita uma série de doenças, reduz o número de animais nascidos e o abandono, além de auxiliar na melhora do comportamento, evitando que os animais fujam na rua e se acidentam”, explica.

Nos quase três anos de funcionamento, todos os atendimentos visavam o controle populacional dos animais. Segundo a veterinária “esta é uma questão de saúde pública e de doenças”, explica.

Custo de produtos hospitalares é entrave das cirurgias

17 nov

A cidade de Guarapari (ES) espera fazer duas mil cirurgias de castração em 2011. E para isso enfrenta o problema de falta de dinheiro para os procedimentos. “Estamos apresentando projetos para empresas, na intenção de conseguir parcerias para pagar os medicamentos e produtos hospitalares necessários, que são o grande gargalo deste processo” disse o coordenador do Programa de Controle Populacional de Fauna Urbana do CCZ, Arivald Santos Ribeiro.

Os mutirões já castraram mais de 200 animais. Para 2011 estão previstos 12 mutirões, com parcerias com faculdades da região. Mas os animais de rua não são o único problema do município. O CCZ não tem estrutura adequada para atender a demanda. O órgão abriga cerca de vinte animais, que é o limite da instituição.

Cão de ‘vários donos’ também precisa ser castrado

16 nov

O cão ou gato comunitário – aquele bichinho charmoso que vive na casa de vários donos e nunca tem hora pra chegar – tem sido um problema para alguns municípios, pois na hora da castração ou de cuidar de doenças ninguém se responsabiliza por esses animais. O mesmo vale para os chamados semidomiciliados, que possuem um dono, mas tem acesso à rua sempre.

Na cidade de Guarapari, Espírito Santo, por exemplo, onde o problema da superpopulação de cães e gatos é preocupante, a prefeitura começou um trabalho de controle populacional, junto ao CCZ.

Os domicílios da região foram visitados para realizar um censo animal. Os resultados mostram que de cada duas famílias, uma tem cão e que de cada sete famílias, uma tem gato. O número de cachorros chega a 565. Deste total, 181 são considerados semidomiciliados. Já a quantidade de gatos semirestritos chega a 140. Esses foram o foco de atuação dos primeiros mutirões.

“O trabalho de controle não consiste em apenas recolher os animais de rua. É preciso fazer um trabalho de conscientização com os proprietários de animais”, disse o coordenador do Programa de Controle Populacional de Fauna Urbana do CCZ, Arivald Santos Ribeiro.

Segundo ele, se um animal tem vários donos, também espera cuidados de todos eles, pois são animais que não são recolhidos das ruas e a iniciativa dos donos é essencial.

Castração cirúrgica terá de garantir pós-operatório e microchip

10 nov

A partir de agora os mutirões de castração cirúrgica no Rio Grande do Sul poderão usar uma clínica móvel. Ela deverá ter uma série de equipamentos e ambientes que deverão garantir segurança às fases pré-operatória, transoperatória e pós-operatória. Além disso, cada animal deverá receber um microchip para identificação eletrônica. As novas regras visam normatizar os procedimentos de esterilização que integram políticas de saúde pública e bem-estar aos animais e pessoas.

As novas regras também determinam que campanhas de castração de cães e gatos precisam ser aprovadas pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária do estado (CRMV-RS). Passa a ser obrigatória também a anotação de responsabilidade técnica do médico veterinário, que deverá manter por cinco anos os dados sobre os beneficiários e a identificação dos animais.

A exigência sobre equipamentos e ambientes para as fases pré-operatória, transoperatória e pós-operatória das cirurgias se aplica, também, às estruturas fixas de clínicas de castração cirúrgica.  A nova regulamentação é muito importante do ponto de vista do bem estar animal e da saúde pública , porém com essas regras o valor das castrações tende a aumentar ou serem realizadas em menor número.

A maldade do abandono e a insuficiência de castração

8 nov

O abandono de animais hoje tem até local marcado. Em São Paulo, para quem conhece, são as cidades universitárias a céu aberto como a USP. No Rio de Janeiro são parques como o Campo de Santana. Ai vêm os voluntários que dão alguma assistência, infelizmente insuficiente, e logo depois o poder público com as ações sempre aquém do necessário. Este é mais um vídeo que trata deste assunto que não podemos ignorar. Clique aqui para assistir.

Apesar da Secretaria de Defesa dos Animais Saúde do Rio informar que castra 15 bichanos por dia no Campo de Santana, por exemplo, as gatas têm alta reprodutividade e ficam no cio por muito tempo, o que torna a ação insuficiente. O mesmo para as cadelas, que estão em cada vez maior número em outros parques e universidades a céu aberto.

A castração, que hoje se apresenta na forma química e cirúrgica, é a ferramenta que está diretamente ligada a este problema, e que pode contribuir para diminuição do número de animais nas ruas. Campanhas que incentivem a posse responsável também são importantes, para que cada vez menos animais sejam abandonados.

Cuidados com o pós-operatório devem ser tomados

5 nov

Quando você for levar seu animalzinho para ser castrado é preciso seguir à risca todas as recomendações do veterinário para o período de recuperação. Usar o colete elizabetano (o que isola a cabeça do corpo para ele não se lamber) é essencial mesmo que pareça um pouco cruel com o bichinho, orienta o responsável pelo Centro de Controle de Zoonoses de Americana, Fernando Ferreira.

“Quando faço a castração cirúrgica eu oriento a usar a coleira elizabetana, mas quase sempre o pessoal fica com pena e não usa, ai o animal pode ter hemorragia, pode ser muito perigoso. Uma das alternativas que usamos para prevenir isso é a castração química, na qual não há necessidade do pós-operatório”, diz. Ferreira é responsável por uma grande campanha de castração e assistência a animais abandonados em Americana (SP).

Caso o animal seja diagnosticado, antes da castração, com qualquer outro tipo de problema de saúde, é interessante também cuidar e dar os remédios recomendados pelo tempo que for necessário.

Campanha de castração usa ônibus e esterilização química

5 nov

A cidade de Americana (SP) pretende chegar à marca de 3,8 mil animais castrados até o próximo mês. Para isso o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) tem um plano estratégico: usar um ônibus equipado para percorrer todos os bairros da cidade e usar a castração química em todos os cães machos.

“Usamos o Infertile (castração química) em quase todos os cães machos, exceto os que analisamos e apresentam alguma contraindicação. Com isso consigo até 100 castrações em apenas meia hora, mesmo em bairros distantes ou no campo com nossa clínica móvel, com grande eficácia pois não há riscos de complicações de um pós operatório como no caso da cirurgia”, diz Fernando Ferreira, responsável pela campanha que pretende assistir aos animais e controlar a superpopulação na cidade.

O mutirão de castração teve inicio no dia 15 de outubro e já castrou mais de 440 animais. A expectativa é que até o dia 20 de dezembro, 3.800 cirurgias sejam efetuadas no ônibus adaptado que está percorrendo os bairros de maior incidência de animais abandonados.

O posto móvel de castração tem capacidade para efetuar 100 cirurgias por dia e abriga uma equipe com oito profissionais especializados. Paralelamente às castrações, o CCZ está microchipando os animais.

Confira os demais locais para cadastro no mutirão:
08 e 09 de novembro: Av. Geraldo Gobbo esquina com a Rua São Vito (São Vito)
09 e 10 de novembro: Praça Benedito Pires de Campos (São Vito)
10 e 11 de novembro: Av. Comendador Thomaz Fortunato (próximo ao Rio Branco)
29 e 30 de novembro: Praça em frente à igreja do São Domingos (São Domingos)
30 de novembro e 01 de dezembro: Unidade Básica de Saúde 21 (Pq. das Nações)
01 e 02 de dezembro: Rua Ravena esquina com a Rua Bergamo (Jardim Mirandola)
02 e 03 de dezembro: Regional do Parque Gramado
13 e 14 de dezembro: Praça Arlindo Rocha Filho (Parque da Liberdade)
14 e 15 de dezembro: Praça da Fraternidade (Jardim da Paz)
16 de dezembro: Unidade Básica de Saúde – UBS 24 (Jardim Mario Covas)