Arquivo | outubro, 2010

Rio Claro registra, em média, três abandonos de cães por dia

28 out

O Grupo de Apoio e Defesa dos Animais (Gada), de Rio Claro (SP), recebe aproximadamente 30 denúncias diárias de maus tratos. E avalia que até três bichinhos são abandonados todos os dias no município. Os animais são recolhidos e levados para um centro de tratamento. Atualmente, no local estão internados 400 cachorros.

Segundo a presidente do Gada, Roberta Campos, de cada cão que o grupo consegue doar, chegam cinco novos animais abandonados para receber apoio médico. “É um círculo vicioso, se não forem tomadas certas atitudes não teremos como dar conta, cada dia o número de animais aumenta.”

A Fundação de Saúde informou que será implantado, até o começo de 2011, um programa de castração, com o objetivo de evitar o aumento descontrolado do número de animais na cidade.

De acordo com uma Lei Federal, a pena para quem praticar ato de abuso, maus tratos, ferir ou mutilar animais, vai de três meses a um ano de detenção, além de multa. Porém a dificuldade de encontrar as pessoas e puni-las é grande.

Clique aqui para ver o vídeo.

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Brasil terá novo projeto de controle de leishmaniose

28 out

A partir de 2011 o governo fará um projeto-piloto de encoleiramento em massa, nos cães, como uma das medidas de controle da leishmaniose visceral. A medida foi anunciada este mês durante o Fórum de Leishmaniose Visceral do XVI Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária, em Campo Grande (MS). A leishmaniose visceral, também conhecida como calazar, é uma doença causada por um parasita – o protozoário Leishmania chagasi – que se multiplica nas células de defesa do organismo causando alterações graves nos rins, fígado, baço e medula óssea.

O projeto-piloto será um estudo para avaliação da coleira impregnada com deltametrina (princípio ativo de um medicamento) a 4% quando utilizada em larga escala, como ferramenta adicional no Programa Federal de Controle da Leishmaniose Visceral.

As Scalibors, nome das coleiras, serão distribuídas gratuitamente pelo governo para algumas cidades brasileiras consideradas endêmicas (ainda em estudo pelo governo), contempladas no estudo.

Trata-se de um problema que tem grande importância para a saúde pública por se tratar de uma zoonose de alta letalidade. Ela é transmitida ao homem e ao cachorro, principalmente, através da picada de um mosquito conhecido popularmente como “mosquito palha”. O cão tem um forte papel na manutenção da doença no ambiente urbano visto que pode permanecer sem sintomas, mesmo estando doente.

Aliado ao combate à leishmaniose, as campanhas de castração e posse responsável devem ser adotadas pelo Ministério da Saúde. Quanto menor for o número de animais abandonados nas ruas, menor será a propagação da doença.

A castração é a principal saída para a superpopulação

28 out

A AT Revista, revista dominical do jornal A Tribuna (Santos /SP), é especializada em debater o mundo Pet. Essa semana a revista fez uma reportagem sobre a  castração química, novidade que vem sendo experimentada por vários municípios no país por ter se mostrado mais eficaz, prática e de menor custo do que a cirurgia tradicional.

Clique na imagem para ver a todas as matérias na íntegra

A publicação traz uma pequena entrevista esclarecendo os principais pontos desta novidade no combate à superpopulação e conseqüente abandono de animais.

Segue um trecho da entrevista com o Dr. Ricardo Lucas:

Quais as vantagens da castração química sobre a tradicional?

Muitas. A começar pelo fato de transformar um procedimento cirúrgico em um ambulatorial. Ou seja, campanhas de esterilização feitas com o Infertile  podem ser realizadas em campo, junto com a vacinação contra a raiva, por exemplo. Isso sem a necessidade de anestesia (apenas com a adoção de um protocolo de analgesia) nem os cuidados típicos de um pós-operatório (infecção, pontos, dor…). Outra vantagem é o custo, cerca de 70% inferior a uma cirurgia tradicional. Vale ressaltar também a manutenção da estrutura anatômica dos testículos.

Ela é indicada para quais animais?

É destinada apenas para a esterilização de cães machos. Podendo ser utilizado em filhotes a partir do terceiro mês, desde que já apresentem os testículos dentro da bolsa escrotal.

Como funciona o medicamento?

O Infertile é um produto único no mundo. Mas existem fármacos semelhantes em outros países. Em comum, eles têm o gluconato de zinco, porém em concentrações diferentes. O que os distingue é o veículo usado, no caso do Infertile, o dimetil sulfóxido, que possui efeito analgésico e é utilizado há mais de 60 anos em produtos veterinários e para humanos. Com apenas uma aplicação em cada testículo, o animal fica definitivamente infértil em menos de 30 dias, com alto impacto no comportamento e na libido.

São Paulo vai ‘chipar’ 480 mil animais

22 out

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da Prefeitura vai instalar nos próximos dois anos microchips de identificação em 480 mil cães e gatos da cidade. A meta é aplicar 20 mil chips por mês. Neles há informações como sexo, idade, histórico de vacinas, dados do proprietário e de castração. Até então, apenas os animais que chegavam ao CCZ recebiam o chip.

Segundo a veterinária da Zoonose, Tamara Leite Cortez, o objetivo é manter o controle sobre a população de animais da cidade, estimada em 3 milhões, e evitar a proliferação de doenças, como febre maculosa.

“Esse controle é importante para verificarmos se nossas ações estão sendo eficazes. Com os microchips conseguimos avaliar como estão os animais de determinada região, se a população cresceu, se eles estão doentes.”

Os primeiros 120 mil chips chegaram ao órgão em setembro e começaram a ser implantados nos cães e gatos este mês. Segundo a veterinária, os microchips agora serão aplicados em animais de fora do CCZ. A escolha dos locais ainda não está definida e o critério é o risco epidemiológico.

“Trabalhamos com o controle de doenças. Se verificarmos que determinada área está com uma doença que precisa ser controlada, iremos lá e aplicaremos os equipamentos. Passado um período, voltaremos à região e verificaremos se o problema foi solucionado.”

Segundo Tamara, o microchip também ajuda a prevenir maus-tratos e abandono. “Com isso, podemos responsabilizar os proprietários. Se um animal é abandonado, o dono pode ser processado por negligência, além de receber uma multa que pode chegar a R$ 500 mil.”

O microchip auxilia a identificar animais roubados, como os 60 yorkshires e malteses levados de um canil no dia 28. “Se o animal aparecer em um pet shop e o proprietário verificar o chip, conseguirá saber sua origem e localizar o dono.”

O microchip é do tamanho de um grão de arroz. O equipamento é implantado entre as escápulas (ossos das costas) do animal com um aplicador. O microchip é obrigatório desde 2007, quando a lei municipal 14.483 determinou que todos os cães e gatos doados e vendidos devem sair dos canis ou pet shops com chip, protegidos contra vermes e esterilizados.

No ato da venda, o comerciante deve entregar também a nota fiscal da compra contendo o número do chip e uma etiqueta com seu código de barras. Os dados inseridos no equipamento são acessados por meio de um leitor eletrônico. “Nossa meta é instalar o chip em todos os animais da capital.”

Criador do site Cachorro Perdido, Fábio Motta diz que o microchip ajuda a encontrar animais desaparecidos, mas o uso, levando em conta a população canina da capital, ainda é bastante incipiente. “Quando for bem difundido, popularizado e barateado, será uma ferramenta e tanto.”

Para que a tecnologia funcione, lembra Motta, é preciso haver aparelhos de leitura ótica em clínicas veterinárias de toda a capital. “Há poucos equipamentos nos estabelecimentos particulares e tem de haver um banco de dados único para todos acessarem.”

Isso porque o microchip para animais não é um rastreador como um aparelho localizador de veículos com antena de GPS, por exemplo. “Só dá para saber quem é o dono se o cachorro perdido for encaminhado a uma clínica ou pet shop que tenha o scanner ótico que leia essas informações, acesse o cadastro e entre em contato com o proprietário”, diz.

Fonte: O Estado de São Paulo

CCZ de Taubaté é referência em São Paulo

22 out

O Centro de Zoonoses (CCZ) de Taubaté (SP) é considerado o órgão de melhor referência no Estado de São Paulo, de acordo com a Lei Estadual 12.916/08, que regulamenta os procedimentos públicos para controle de cães e gatos.

Sob o título “CCZ de Taubaté é exemplo a ser seguido”, várias ONGs (Organizações Não Governamentais), associações e outras entidades de proteção aos animais divulgam a qualidade do tratamento oferecido no CCZ de Taubaté e a real preocupação com o bem-estar dos animais.

Além da infraestrutura adequada para comportar os animais, o CCZ possui amplas salas de cirurgia, banho e tosa, auditório para palestras, amplo estoque de medicamentos, estoque suficiente de ração de boa qualidade para cães e gatos, adultos e filhotes, além de funcionários atenciosos com os visitantes e com os animais.

Os CCZs devem se preocupar com o bem estar animal, para que os bichinhos passem pelo mínimo de estresse durante a estadia no órgão.

O mais importante é que os veterinários não utilizam o local somente como um abrigo, trazendo os animais, eles também esterilizam animais da população de baixa renda em mutirões, que são realizados de uma a duas vezes por semana. Somente com ações deste tipo em conjunto, os animais vislumbram uma moradia adequada.

Fonte: Portal Taubaté adaptado por Controle Populacional de Cães e Gatos

A importância de campanhas de castração

21 out

Cadelas e gatas são animais com ciclos de gestação curtos, com grande chance de ter muitas crias e que podem atingir a maturidade sexual a partir de seis meses de idade. Esse fator, em conjunto com a falta de responsabilidade dos proprietários que não castram seus animais, desencadeou um crescimento populacional de cães e gatos, contribuindo para o aumento de animais abandonados, dos maus tratos a estes animais e diversos problemas de saúde pública.

“Ações efetivas de controle da reprodução devem ser implantadas, associadas aos outros pilares do programa de controle de populações, sendo recomendável o emprego de esterilização de machos e fêmeas, com técnicas minimamente invasivas, preferencialmente a partir de 8 semanas de idade. As cirurgias devem ser acessíveis geográfica e economicamente aos proprietários de animais”, diz Adriana Maria Lopes Vieira, médica veterinária, em trecho do artigo Controle Populacional de Cães e Gatos – Aspectos Técnicos e Operacionais.

Há alternativas, algumas bem recentes, que podem trazer soluções estes problemas. Uma delas é a castração química. A técnica custa cerca de 70% menos do que a cirúrgica e pode ser realizada em ambiente ambulatorial.

 

Trecho retirados do artigo “Controle Populacional de Cães e Gatos – Aspectos Técnicos e Operacionais” da autora Adriana Maria Lopes Vieira – Médica Veterinária

Censo nacional: classes A,B e C têm 32 milhões de bichinhos em casa

19 out

O censo nacional de bichos de estimação feito pelo Radar Pet mostra que nada menos do que 25 milhões de cães e cerca de sete milhões de gatos vivem nos lares das classes A, B e C no Brasil. Esta comunidade é quase o dobro da população da cidade de São Paulo e representa um público que carece, além de bons produtos e alimentos, também de orientação para seus donos, para que a relação seja sempre saudável e o risco de abandono seja cada vez menor.

Estes dados são da pesquisa realizada pelo Radar Pet, e apontou que 44% dos lares brasileiros possuem animais de estimação. Vejam o perfil dos lares que têm pets: 40% possuem crianças, jovens ou adolescentes, enquanto 17% são constituídos por casais jovens e sem filhos.

O Radar Pet, iniciativa da Comissão de Animais de Companhia (Comac) e do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (SINDAN), verificou ainda que apenas 30% dos lares com pessoas da terceira idade possuem animal de estimação, apesar dos benefícios trazidos por eles.

Segundo César Ades, professor do Departamento de Psicologia Experimental da Universidade de São Paulo (USP), a presença do pet contribui para a melhoria da qualidade de vida dos idosos e estimula a prática de exercícios. “Idosos que possuem cães e gatos sofrem menos de depressão, problemas relacionados à pressão sanguínea, frequência cardíaca e capacidade motora. Sendo estas questões reflexos das atividades físicas realizadas ao passear ou brincar com seu animal de estimação”.

As prefeituras, pelo fato da maioria das casas com crianças e jovens possuir cães ou gatos, devem desenvolver campanhas de posse responsável e educação nas escolas e destinar atenção especial para os mais novos. As crianças devem aprender a tratar o animal com carinho. Evitando assim os maus tratos e menos animais abandonados.

Fonte: Universo PET adaptado por Controle Populacional de Cães e Gatos.

Rede pública já atende uma vítima de ataque de cão por hora em São Paulo

14 out

O descaso e abandono de animais têm uma desagradável e grave conseqüência: o crescimento de gente no hospital vítima de ataques. Sem falar no risco enorme da transmissão de raiva. No Estado de São Paulo, um levantamento feito pelo Ministério da Saúde com dados do SUS aponta que a cada hora uma pessoa é atendida na rede pública, vítima de ataques de animais. Mais de 500 pessoas por ano são atacadas por cães no Brasil. Com ações efetivas de controle populacional dos animais, este e outros problemas diminuiram.

Este levantamento aponta um crescimento anual de 25% nos casos de internações hospitalares, motivadas por mordidas de cães, nos últimos dois anos. Os números, até julho deste ano, apontam um crescimento de 28,7% em relação ao mesmo período de 2008.

A maior ameaça é a contaminação por raiva. “Se a pessoa for agredida por um cão ou qualquer outro animal, é muito importante que procure um serviço de saúde mesmo se o ferimento não for grave, pois pode haver a necessidade de tomar a vacina contra a raiva”, lembra a diretora do Instituto Pasteur, Neide Takaoka.

Segundo a Secretaria da Saúde paulista, quase 85% dos ferimentos em humanos provocados por animais são casos de ataques de cães. Em segundo lugar, estão os atendimentos de pessoas machucadas por gatos (8%). Segundo Neide Takaoka, 55% dos ataques são contra homens, 40% são menores de 15 anos e a grande maioria dos animais agressores são conhecidos da vítima. Ainda que 60% dos ferimentos sejam superficiais e não acabem em morte, 38% dos ataques resultam em múltiplas escoriações e ainda 6% em feridas mais profundas.

Fonte: Terra adaptado por Blog Controle Populacional de Cães e Gatos

Universidade de Maringá faz cães e gatos se graduarem

13 out

Muitos animais abandonados nas ruas buscam, no movimento de comércio e faculdades, lugares onde conseguir abrigo e alimento. A Universidade Estadual de Maringá (UEM), no Paraná, criou um programa, monitorado por professores, para recolher, cuidar e encaminhar para adoção os animais sem lar.

O Programa de Controle de População de Animais da UEM, além de encaminhar os bichinhos perdidos, também promete conscientizar os usuários do local para proteger os animais silvestres que vivem no campus.

O professor Ozório Kunio Matsuda, do Departamento de Administração, é coordenador do programa e estima que hoje cerca de cinquenta cães convivam com os acadêmicos.

Já a quantidade de bichanos é mais difícil de prever, segundo Matsuda, “é que os gatos se escondem, fazem ninhos nos bueiros, nos forros de alguns departamentos, são quase ‘invisíveis’, mas calculo que o número seja bem maior que o de cães”, analisa.

Segundo ele, o programa deve resolver diversos problemas criados pelos animais nas dependências da universidade. “Há casos em que os cachorros invadem laboratórios de pesquisas, causando risco de contaminação”, disse. Além disso, claro, há a questão da humanidade.

Em nenhum momento o programa cogitou sacrificar gatos e cachorros. “Ele tem o objetivo de encaminhar esses animais para adoção. Em agosto, conseguimos que dez ou onze cães fossem adotados nas feiras promovidas por ONGs da cidade”. Em conjunto com as ações da universidade, diz, a prefeitura deveria realizar campanhas de castração, para que a população dos animais não evolua tanto.

Fonte: O Diário

Injeção surge como opção para castrar cães

11 out

Importante o destaque que o jornal Folha de São Paulo dá para os animais.

Vejam a seção “Bichos” veiculada neste sábado:

Depois de alguma resistência, a castração química de cães machos começa a caminhar no Brasil. No processo, substância é aplicada nos testículos para inibir a produção de espermatozoides.

Veterinários e ONGs questionavam a utilização do Infertile, único produto autorizado pelo Ministério da Agricultura. As dúvidas eram sobre dor e efeitos colaterais. Um estudo da Unesp, porém, mostrou vantagens.

“No experimento, verificamos que a castração química é menos dolorosa que a cirurgia”, disse a veterinária Denise Rodrigues, doutoranda em anestesia pela Unesp.
Parecer do Conselho Regional de Medicina Veterinária também foi favorável.

“O procedimento ambulatorial é um facilitador e pode ajudar nas campanhas municipais”, afirmou Marcos Ciampi, presidente da ONG ARCA Brasil, que defende a castração como forma de controle da natalidade.

Clique na imagem para ampliar.

Para ver mais notícias sobre animais publicadas na Folha de São Paulo entre em: http://www1.folha.uol.com.br/bichos/