Arquivo | setembro, 2010

Conheça as vantagens da castração química

30 set

Nova no Brasil, a esterilização química é ideal para donos que desejam preservar a anatomia do cão, bem como evitar as dores do pós-operatório.

Um dos principais incômodos para quem tem um cachorro recém-castrado é vê-lo sem os seus testículos. Para muitos, é como se o animal perdesse um pouco de sua virilidade. Apesar do pensamento não fazer sentido do ponto de vista biológico, já que o cão continua sendo macho, já existe no mercado uma forma de driblar esse impasse sem abrir mão da esterilização.

Mais conhecida como castração química, essa nova modalidade chegou ao Brasil em 2009, por meio do laboratório Rhobifarma, e promete ser uma alternativa indolor e prática para a convencional cirurgia de remoção dos testículos. De acordo com o veterinário Ricardo Lucas, a principal vantagem do Infertile é não ser necessário um procedimento cirúrgico. “Isso facilita campanhas de esterilização, que podem ser feitas em campo, junto com a vacinação antirrábica, por exemplo”, explica o médico.

Ele ressalta ainda que a castração química é indolor, uma vez que a agulha utilizada para a aplicação do produto é bem fina, semelhante à utilizada por diabéticos. Sua base de formulação é o zinco, substância aplicada em cada um dos testículos, diminuindo a produção de espermatozóides e deixando o animal definitivamente infértil.

O veterinário explica que o processo é irreversível, ou seja, após 30 dias da aplicação, o macho não será mais capaz de se reproduzir. Para quem gostou da novidade, a castração química chega a ser até 70% mais barata que o processo convencional, com a vantagem de não haver pontos, cortes e dores causadas pelo pós-operatório.

Surgimento e aplicação

Para Marco Ciampi, presidente da ONG Arca Brasil, pioneira em campanhas de castração de animais em São Paulo, a ausência da dor é um dos principais benefícios do produto. “Como promovemos muitos mutirões de castração, ter um procedimento que pode ser aplicado sem a necessidade de um centro cirúrgico e ainda que promove um maior bem-estar ao animal é algo muito bom”.

Marco explica também que a busca por um método alternativo à cirurgia é um movimento mundial, que começou nos Estados Unidos, em 2003. “Foi nesta época que surgiram os primeiros modelos, tanto, que trouxe esse debate para o Brasil, mas a versão nacional apresenta melhoras em relação ao modelo americano”.

A diferença apontada pelo profissional é o protocolo desenvolvido pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Unesp, campus Botucatu. Depois de uma criteriosa observação os pesquisadores criaram um protocolo de aplicação para que o animal não sinta dores nem desconforto. Cerca de 30 minutos antes da esterilização é aplicado um medicamento (Meloxican ou Acepromazina) que dispensa o uso de analgésicos adicionais de longa duração.

Vale lembrar que a castração química é indicada para cães de todas as idades, mas animais com severas lesões no escroto, inflamações ou com criptorquidismo (testículo escondido) não devem ser submetidos ao procedimento. Cabe ao médico veterinário avaliar o caso e julgar se o pet poderá ou não passar pela esterilização química. Após a aplicação, o cachorro já é liberado para voltar para casa, sem a necessidade de repouso.

Fonte: Pet Mag

Anúncios

Compromisso ético

30 set

Os protetores de animais, que possuem abrigos ou não, devem ter um compromisso ético, pensar no bem-estar animal e na preservação do meio ambiente, além de outros fatores. Muitos protetores querem apenas tirar os animais da rua, porém já vimos muitos abrigos superlotados, sem a mínima condição de sobrevivência para esses animais.

Admiramos muito as pessoas que se dedicam aos animais, mas devemos estar atentos a todos os detalhes e compromisso.

“Este compromisso pode parecer simples, se consideradas as questões de alimentação e controle de mobilidade, assim como os comandos básicos para garantir o cumprimento das regras sociais de convivência em grupos comunitários. Entretanto, a manutenção consistente de uma postura que abranja a responsabilidade jurídica e cuidados com abrigos, sustento, controle da reprodução, prevenção de doenças e de agravos diversos requer uma cultura, cujas bases precisam ser estabelecidas com a participação de equipes multidisciplinares de educadores, profissionais de diferentes órgãos do poder público, representantes de segmentos sociais e, sobretudo, dos próprios interessados nesta convivência (Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Programa de Controle de Populações de Cães e Gatos do Estado de São Paulo. São Paulo, 2006).”

Trechos retirados do artigo “Controle Populacional de Cães e Gatos – Aspectos Técnicos e Operacionais” da autora Adriana Maria Lopes Vieira – Médica Veterinária

Responsabilidade

30 set

Cuidar bem do seu animal, dar vacina ou não abandona-lo, mais do que bom senso e carinho, também é lei em São Paulo. Boa parte da população não sabe, mas na cidade existe uma Lei que dispõem determinadas obrigações  para os proprietários de cães e gatos.

Uma das obrigações dos proprietários é vacinar o cão ou gato contra a raiva, vacina que é distribuída gratuitamente pela prefeitura, além de guardar os comprovantes de vacinação. A lei também estabelece multas para quem abandonar o animal e estabelece um limite para a quantidade de bichos de bichos por residência.

Abaixo algumas das obrigações dos proprietários de cães e gatos que moram em São Paulo:

  • Sempre que sair com seu bicho na rua ele deve usar coleira, guia e plaqueta com o RGA. Os bichos só podem ser conduzidos por alguém  forte o suficiente para controlá-los. Para os gatos, que são mais sensíveis e assustados, é recomendável usar caixas para transporte.
  • Quem sai com o bicho é obrigado a recolher suas fezes.
  • Também é obrigatório manter o animal em condições adequadas de alojamento, alimentação, saúde, higiene e bem-estar.
  • Os animais devem, por lei, ficar longe de portões, campainhas, medidores de luz e água e caixas de correspondência, para não agredirem os transeuntes ou quem trabalha com estes serviços.
  • Quem tem bicho bravo em casa é obrigado a sinalizar a presença do animal, com um aviso visível do lado de fora da residência.
  • Vetar ou liberar a entrada de bichos em estabelecimentos comerciais fica totalmente a critério dos donos dos locais destes estabelecimentos. A exceção é para os cães guias de cegos, que devem ter acesso a qualquer estabelecimento e também a ônibus, metrôs e trens.

Para ler a íntegra da Lei e saber mais informações acesso o site: http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/

Para saber se sua cidade tem leis entre em contato com a prefeitura ou o Centro de Controle de Zoonoses.

Campanhas não atendem demanda por castração

30 set

Castrações esporádicas não são suficientes para resolver o problema de superpopulação de cães e gatos. Diversos estudos internacionais mostram que para atingir um controle de natalidade seria necessário que estivessem castrados 70% da população de animais em determinada região.

Um exemplo de como a demanda de castrações não consegue ser suprida é a cidade de Ponta Grossa (PR), que realiza aproximadamente 40 castrações por mês, e ainda assim possui  mais de mil cães nas ruas. O tempo que esses cães não castrados ficam nas ruas é suficiente para emprenhar muitas cadelas, assim, se não forem realizadas mais campanhas de castração, de forma mais rápida ou de custo menor,  a solução desse problema não chegará tão cedo.

Clique aqui para saber mais sobre os problemas enfrentados pela cidade de Ponta Grossa.

Organização internacional apóia mudança em PL

28 set

A Aliança para a Contracepção de Cães & Gatos (ACC&D), entidade sem fins lucrativos sediada nos Estados Unidos, cujo foco é a introdução de métodos não-cirúrgicos para a esterilização de cães e gatos, enviou uma carta oficial à Câmara dos Deputados apoiando as recentes mudanças no PL 1376/2003, que estabelece uma política nacional para o controle populacional de cães e gatos. No mês de agosto a proposta foi aprovada no Senado com uma pequena alteração que abriu espaço para o uso de outras tecnologias como, por exemplo, a esterilização química. Até então o texto previa apenas as cirurgias. Atualmente o projeto está tramitando na Câmara.

O que motivou a criação da entidade foi o fato de que a capacidade de diminuir efetivamente as taxas de natalidade de cães e gatos (e a consequente redução do abandono) por meio da esterilização cirúrgica é extremamente limitada e é preciso a implementação de métodos de menor custo, mais simples e menos invasivos. Entre os parceiros da ACC&D estão entidades importantes como a American Veterinary Medical Association, a Humane Society Veterinary Medical Association, a The World Society for the Protection of Animals (WSPA) a American Society for Prevention of Cruelty to Animals (ASPCA) e a Humane Society of the United States (HSUS).


De acordo com a carta da ACC&D, se o PL 1376 for aprovado sem a redação implementada no Senado o Brasil será incapaz de tirar proveito de avanços tecnológicos modernos eventualmente aprovados pelas autoridades brasileiras. O resultado seriam programas de natalidade animal mais caros e com menos impacto sobre o tamanho dessas populações e, portanto, na propagação de zoonozes como a Raiva e a Leishmaniose.

Atualmente existem produtos que esterilizam permanentemente cães machos sem cirurgia. Estes produtos têm sido regulamentados em vários países (incluindo os EUA) e são ansiosamente aguardados em muitos outros… Essas tecnologias oferecem uma alternativa segura e eficaz à cirurgia e podem ser fornecidas de forma mais rápida e com um custo menor do que a castração cirúrgica. Além disso, são particularmente atraentes aos donos de cães que desejam que seus animais preservem a anatomia masculina“, informa a ACC&D.

Diversas instituições nacionais e do exterior estão se posicionado a favor da esterilização química e incentivando pesquisas nesta área. De acordo com a American Veterinary Medical Association (AVMA) a tecnologia pode contribuir substancialmente para o combate a superpopulação e o consequente abandono. A seguir, trecho de comunicado enviado pela AVMA à ACC&D: “Nem todos os cães e gatos produzindo ninhadas indesejadas ou acidentais estão sendo atingidos [pela] esterilização cirúrgica. O desenvolvimento de um método não-cirúrgico permanente, oral ou injetável,de menor custo, menor mão de obra, que possa, de forma humana, segura e eficaz esterilizar cães e gatos, poderia contribuir substancialmente para o controle populacional dos animais de estimação“.

A ACC&D acredita que a emenda que altera o PL 1376/2003 colocaria o Brasil como um dos líderes no desenvolvimento de políticas públicas progressistas, economicamente responsáveis e humanas para a área da saúde.

No Brasil já existe um medicamento voltado para a esterilização química de cães machos, o Infertile, que foi devidamente aprovado pelas autoridades competentes e está sendo usado em dezenas de cidades brasileiras com resultados bastante positivos. Em Americana (SP) se acabou com a fila de cães precisando de esterilização e os recursos do município puderam ser direcionados para outras necessidades como a castração cirúrgica de cadelas, por exemplo.

Para visualizar a carta original clique aqui.

Gestão participativa

28 set

A Prefeitura de Uberaba (MG) está desenvolvendo um projeto voltado para o controle populacional de cães e gatos do município. Os idealizadores visitaram outras cidades que possuem programas neste sentido, visitas estas que são muito importantes para que se conheça os resultados e objetivos de cada modelo possível. Entretanto, não se deve esquecer que cada município tem particularidades que precisam ser levadas em conta.

Um ponto que deve ser ressaltado e aplaudido é a disposição da Prefeitura de Uberaba de convidar representantes de diversos setores da sociedade (veterinários, protetores e acadêmicos, entre outros) para a construção, em conjunto, da política.

Clique aqui para mais informações.

Primavera é o período de maior reprodução

28 set

Estamos entrando na Primavera, época em que, segundo especialistas, os cães e gatos mais se reproduzem. Entre os motivos estão as temperaturas mais elevadas e o maior número de horas de exposição ao Sol.

Segundo a médica veterinária Ana Lúcia Geraldi, como a gestação de gatas e cadelas dura, em média, 60 dias, entre o final de outubro e novembro deste ano uma nova e numerosa geração de filhotes surgirá, sem a garantia de que terão um lar com todos os cuidados necessários. “E o nascimento coincide justamente com o período de férias, quando o índice de abandono cresce muito porque as pessoas não querem assumir a responsabilidade de ficar com esses animais”, salienta.

Sendo assim, é a época ideal para se intensificar os ações de esterilização em massa de cães e gatos.

Fonte: Jornal da Cidade de Bauru adaptado por Controle Populacional de Cães

Exemplo no combate ao abandono

28 set

O CCZ de Americana, próximo a Campinas (SP), é um exemplo bem sucedido de que planejamento e engajamento são muito importantes no controle populacional dos cães e gatos.

Na cidade foi implantada uma política de controle animal focada no bem-estar, no registro e identificação, esterilização e no conceito da responsabilidade e educação dos proprietários.

O município, que conta com aproximadamente 36 mil animais, conseguiu fazer o registro e a identificação de 23% deles e a meta é chegar a 40% dos animais ao final de 2010. Para isso a Prefeitura investiu em microchips que são utilizados, principalmente, nas fêmeas.

Para os cães machos, Americana tem usado,  com sucesso,  a castração química. Pelo menos 500 cães foram esterilizados por meio desta inovadora tecnologia, o que praticamente acabou com a fila de castração para machos.

Clique aqui para conhecer mais sobre a política de controle adotada por Americana.

Identificação Visual

28 set

Para chegarmos ao efetivo controle populacional de cães e gatos diversas medidas devem ser tomadas em conjunto. Muitos veterinários e protetores concordam que o microchip é um dos instrumentos que auxiliam nesse combate.

“É recomendável que se associe um método de identificação visual (coleira e plaqueta) a um permanente (microchip ou tatuagem). As cadelas e gatas são animais pluríparos de gestação curta, com grande potencial de produção de proles numerosas que podem atingir a maturidade sexual a partir de 6 meses de idade (Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Programa de Controle de Populações de Cães e Gatos do Estado de São Paulo. São Paulo, 2006. 165p.”


No município de São Paulo é obrigatório que, ao nascer, o animal seja registrado entre três a seis meses de idade. Caso seja adotado um animal que já possua o registro, é necessário ir a um estabelecimento credenciado e atualizar os dados. O registro serve como uma carteira de identidade para o animal e deve ser usada sempre junto à coleira. Caso o animal se perca e esteja identificado com o registro, o proprietário é encontrado.

“Todos os cães e gatos residentes no município de São Paulo devem, obrigatoriamente, ser registrados no centro de controle de zoonoses ou em estabelecimentos veterinários devidamente credenciados por esse mesmo órgão. Após o nascimento, os cães e gatos devem ser registrados entre o terceiro e sexto mês de idade, recebendo, no ato do registro, a aplicação da vacina contra raiva. Os proprietários dos animais registrados recebem uma carteira timbrada e numerada, o Registro Geral do Animal (RGA) e plaqueta de identificação com número correspondente ao do RGA, que deverá ser fixada, obrigatoriamente, junto à coleira do animal.”

Fonte: Artigo “Controle Populacional de Cães e Gatos – Aspectos Técnicos e Operacionais”, da autora Adriana Maria Lopes Vieira – Médica Veterinária. Texto adaptado por equipe do blog Controle Populacional.

Seres humanos e animais em uma saúde única

15 set

Em uma iniciativa inédita, veterinários, profissionais de CCZs (Centros de Controle de Zoonozes), estudantes e representantes da proteção animal se reuniram durante agosto para discutir  e trazer novos caminhos para o controle populacional de animais. A Medicina Veterinária do Coletivo sugere uma construção participativa, integrando diversas áreas para promover uma saúde única na comunidade, levando em consideração, além dos animais, o meio ambiente e seres humanos. Para o progresso do bem – estar animal, cuidados com a saúde mental, física e comportamental são indispensáveis para conseguir reintegrar os animais na sociedade por meio de adoção.

O evento aconteceu na sede da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP (Universidade de São Paulo) e foi promovido pelo ITEC (Instituto Técnico de Educação e Controle Animal), entidade sem fins lucrativos que fornece serviços de formação e apoio profissional visando à humanização dos serviços em saúde relacionados com o controle populacional de cães e gatos e controle de zoonoses.

A primeira edição do evento teve como carro chefe o tema Medicina Veterinária Forense, que se refere à investigação de crimes com os animais, traumas não acidentais, fraudes na adoção, entre outros. Segundo a Coordenadora do ITEC, Dra. Rita de Cássia Garcia, a realização do evento é um novo passo para se criar uma política em relação ao bem estar animal, mas os propósitos vão além deste. “É além de tudo uma preocupação geral, para um mundo melhor, um olhar mais amplo, que não seja só para os animais e sim para sociedade e meio ambiente”, afirma.

“É de suma importância que após tantas mudanças nos CCZ´s e nos abrigos, sejam trocadas experiências, que levem ao aperfeiçoamento profissional e que se descubram juntos novos rumos para o bem estar animal”, completa.

Outro destaque do evento foi a Palestra do Prof. Dr. Fernando Ferreira, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP, que teve como o tema “Impacto no controle reprodutivo em programas de controle animal”.

Conforme a Dra. Rita de Cássia, na palestra foi apresentado o primeiro trabalho, mundialmente falando, que comprova os resultados do controle reprodutivo. “É muito importante para o Poder Público, para mostrar que não estão jogando dinheiro fora e que devem investir nessa ferramenta, e, além disso, que devem planejar suas ações”, afirma.

Procedimentos para o controle animal

A eutanásia também foi um dos pontos discutidos, levando em conta que em algumas cidades ainda se pode realizar esse procedimento em animais sadios. A Coordenadora do ITEC diz “que é preciso pensar ações que tenham impacto para o controle populacional de cães e gatos, além da conscientização de toda a sociedade de que a eutanásia como método isolado não é efetiva”.

Um dos patrocinadores do evento, o Infertile, primeiro esterilizante químico do Brasil, foi criado para ser mais uma alternativa no controle populacional. Já que tem o custo mais baixo que a castração cirúrgica e pode ser aplicado em ambiente ambulatorial. O Infertile estava presente com um estande para apresentar as novidades do produto e tirar dúvidas.

Na opinião da Dr. Rita de Cássia, “o produto é mais uma ótima ferramenta de ação de controle animal, lembrando que deve ser seguido o protocolo de aplicação para que o animal não sinta dor.” O tema será tratado com mais atenção na próxima edição.

O assunto proposto para permear a segunda edição do evento, que acontecerá no próximo ano, é a agressividade animal, como trabalhar com esses animais e como tratá-los. Outro foco será a posição que a mídia tem com esses animais, muitas vezes sendo preconceituosa, pois o maior problema da agressividade é a forma de criar e não só as causas genéticas.